Família tem papel importante na formação da identidade sexual dos jovens

Por Caroline Bassetto

Hoje em dia existe um grande número de pesquisas sobre a formação da identidade sexual, e a maioria delas afirmam que essa identidade finalmente adquirida será heterossexual. Mas, um número considerável de jovens apresenta preferências homossexuais, ou seja, gostam de pessoas do mesmo sexo como parceiros.

A identidade sexual indica o entendimento de cada um sobre o gênero masculino e feminino. Essa identidade também pode manifestar uma mistura entre esses dois, admitindo várias categorias de homossexualidade. A identidade sexual é fundamentada na percepção individual sobre o próprio sexo, manifestado no papel de gênero assumido nas relações sexuais.

Segundo o sexólogo e psiquiatra Joaquim Motta, é fundamental a importância da família na construção da sexualidade de crianças e adolescentes. “A sexualidade vai além do ato sexual, e não deve ser tratada como tabu. Muitas vezes, os problemas de ordem sexual são desencadeados e sofrem grande influência da família. São relacionados aos valores, conceitos, regras e princípios morais frente ao sexo”, explica Motta.

Ainda segundo Motta, a orientação sexual é claramente importante, mas não se pode considerar que ela determine a identidade sexual. A identidade sexual também é influenciada pelas categorias de sexualidade presentes na cultura de cada sociedade.

Outra teoria relacionada à formação sexual concentra-se na auto-rotulação. Segundo esta teoria, meninos cujo comportamento é percebido pelos outros como feminino e as meninas que são vistas com comportamento que não é considerado feminino tem maior probabilidade de passar a pensar em si mesmos como diferentes dos outros membros do seu sexo.

Porém, nem todos os comportamento considerados femininos ou masculinos devem ser rotulados. Este é o caso de André Moreira, um dançarino heterossexual que já foi muito apontado como homossexual pelas pessoas a sua volta.

Segundo o sexólogo, esse comportamento é chamado de “homorrivalidade”, ou seja, a rivalidade dentro do mesmo gênero. Dentro desse contexto, para que o jovem possua um desenvolvimento saudável é importante que o modelo de educação sexual não seja rígido. Deve respeitar as etapas de desenvolvimento do ser humano, sem antecipar absolutamente nada.

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